Após registro de quase 200 casos, Teresina intensifica combate à Hanseníase
Teresina ainda é considerada área de alta endemicidadeA Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina intensificou o combate à hanseníase com o lançamento do Projeto Sasakawa, que tem como meta reduzir os índices da doença e enfrentar o estigma social. A iniciativa conta com apoio da Fundação Nippon, do Japão, e do Ministério da Saúde.
Em maio, agentes comunitários de saúde foram capacitados e já estão em campo realizando atividades educativas em unidades básicas de saúde, escolas, praças e igrejas. A ação segue até 12 de junho, com foco na informação de qualidade e na detecção precoce de novos casos.
Entre os dias 08 e 12 de junho, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e profissionais de laboratório participam de treinamento teórico e prático. Na segunda-feira, dia 8, o Auditório Fiocruz do Sertão recebe capacitação integral sobre diagnóstico, tratamento e prevenção de incapacidades. De 9 a 12, o Centro Maria Imaculada (CMI), referência regional, será palco das atividades práticas de atendimento.
Apesar da queda nos registros nos últimos anos, Teresina ainda é considerada área de alta endemicidade. Dados do SINAN/FMS mostram que, em 2025, foram diagnosticados 193 novos casos, o equivalente a 7,2 ocorrências por 100 mil habitantes.
Segundo Lana Coelho, enfermeira do Núcleo de Doenças Negligenciadas da FMS, o projeto também aposta na humanização do atendimento. “A hanseníase tem cura, mas o preconceito e a desinformação ainda são barreiras para o diagnóstico precoce. Por isso, neste projeto, o profissional é capacitado não apenas para tratar a pele ou o nervo, mas para acolher o paciente e enfrentar o estigma social”, afirma.
Para a presidente da FMS, Leopoldina Cipriano, a iniciativa coloca Teresina em destaque na vigilância em saúde. “Integramos assistência médica, educação e direitos humanos para que a capital avance rumo à eliminação da doença”, ressalta.